1 de agosto de 2016

Como a maternidade pode ser tão solitária

Fiquei matutando esses dias se deveria escrever sobre esse assunto ou não.

Afinal, além de ser um assunto delicado, há muitos taboos que temos que enfrentar sobre abrir o coração e desabafar o como é difícil e solitário ser mãe.

Afinal, todo mundo pinta a maternidade como cor de rosa, que é tudo lindo e maravilhoso,que gravidez é fantástica, que todas as dores físicas e emocionais são lindas, que mãe não tem o direito de reclamar, de sentir dor, de chorar.
Você tem que sofrer sorrindo e ai de você sentir fome, sono, querer tomar banho ou até mesmo fazer as unhas ou depilação. Não! Você é mãe! Você não tem nome mais...Não é mãe? Consultórios médicos, escolas e qualquer lugar que vamos, não temos mais nome, somo chamadas de mãe.

Mas como assim? Você não queria ser mãe? Você tem seus filhos e eles são o maior tesouro da sua vida...E são sim! E sim, eu queria ser mãe, só não tinha idéia de que com isso, eu mudaria demais, a vida viraria de ponta cabeça e tudo que eu tinha como certo, passou a ser duvidoso no momento em que  me tornei mãe.

Quando engravidei, passei por momentos de felicidade tão grande e tão intensa que jamais teria como descrever, mas também, experenciei vários sentimentos que quase nunca passavam na minha cabeça, como a incerteza de estar tomando a decisão certa,(sempre me questionando: será que sou boa mãe? Será que to fazendo a coisa certa?), o medo de tudo dar errado, o medo de acontecer algo comigo, com o marido, com o bebê...São tantas informações, um mundo completamente novo esse da maternidade, que nenhuma aula ou livro te prepara pro que vem depois que o bebê nasce.

Acho que o único sentimento mesmo que me acompanha desde quando engravidei foi realmente o MEDO, e ele nunca fez parte da minha vida, sempre me joguei de cabeça em tudo que fiz, sempre fiz tudo na vida com meu coração e não me arrependi. Agora, penso 5x antes de tomar uma decisão séria, pois penso em quanto afetará as crianças. Passei a ser mais responsável.

Com isso, meu foco sobre a vida mudou, muitas pessoas se afastaram, por não estarem na mesma vibe, porque a vida mesmo se encarregou de afastá-las mesmo.

Fora as críticas diárias que a gente recebe de pessoas do "lado de fora" né? Além da gente já se criticar o bastante, vem alguém do nada e diz que tudo que você faz é errado...

Passar 24h com um bebê para uma pessoa que sempre teve a vida social/profissional ativa, é cansativo e solitário.

Os primeiros meses da vida do bebê e como mãe são os mais intensos e na minha experiência acho que ainda não voltei a ser a Sancha que era antes de ser mãe, na verdade, acho que jamais voltarei a ser e honestamente, as vezes sinto saudades dela.

Ah mas você pode ter vida social sim, pode voltar a trabalhar, pode levar as crianças pra brincar, sair de casa e tomar café com as amigas (que agora 95% das minhas amizades são mães), claro que posso! Voltar a trabalhar, por enquanto não ta rolando, mas eu tento conviver com outros adultos o máximo possível, antes que enlouqueça hahahaha antes que meu papo seja apenas sobre fraldas, galinha pintadinha, receitas de comidas pros bebês e etc...

Afinal, Sancha aqui não é apenas a mãe, ela é humana, mulher, amiga, esposa, profissional, aloka festeira, a viajante, a aventureira, um ser complexo de tantas qualidades e defeitos...Sancha é a Sancha, capisce?












Um comentário:

  1. Acho que a gente nunca mais volta a ser o que era , a nossa vida virou de cabeça para baixo ! Às vezes é solitário mas não me imagino mais de outro jeito! 😍

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